Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Tenho que contar uma história linda que rodeia esse soneto. Há alguns anos escutei em uma novela um mocinho declamando este para uma donzela, fiquei encantada, criança romântica não ia ser diferente, e encantada pensei: “adoraria que um dia alguém declamasse esse lindo poema para mim”.
Não sei se é coisa de Deus, mas um lindo dia ele declamou. Atualmente quando penso, sinto como se estivesse ali, parada e encantada com aquelas palavras, por um minuto senti uma coisa muito forte, um amor único e sublime, era como se Deus estivesse dizendo que ele seria o homem escolhido por mim e por ele, foi como uma cena de novela. Senti como se estivesse flutuando em seus braços, como se naquele momento o mundo estivesse parado só para poder escutar aquelas palavras, meus olhos se encheram d’água, senti uma paz interior tão linda que jamais tinha sentido, senti que naquele instante o amor tinha chegado, e um amor puro e verdadeiro. Um amor que poucos são capazes de sentir.
Te Reencontrando!!! ETA!!!