domingo, 10 de abril de 2011

Reencontrando I.5



“No fundo acho que amar às vezes parece um desastre, um desconcerto em alguma parte da perfeita razão humana. Não consigo entender de outra forma a decisão de querer doar-se a outra pessoa senão como um ato de despojo. O amor passa a erguer um certo tom de crueldade quando se anula a si mesmo na esperança de algo ainda muito abstrato. Amar às vezes é um acidente, uma porrada num poste vertiginoso, um arranhão na ponta do nariz. Bem, amar - antes de tudo - é não conhecer regras!

(WM)

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