sexta-feira, 8 de julho de 2011

Momento Poesia

                                  
    Temporal de Solidão

Ontem caminhei lado a lado coma solidão,
A rua escura e molhada
Fez com que ela se aproximasse de mim.
A chuva caia, molhava meu rosto,
Meu pranto, minha vida...
Isso fez com que minhas lágrimas
Fugissem dos meu sonhos sem permissão,
Tudo era tão escuro que nem a lua
Atreveu-se aparecer!
O negrume da noite me inebriava
E tudo estava para um temporal de solidão.
Os faróis dos carros iluminavam, vez
Enquando, a rua, mas não minha noite
Não minha vida.
Nessas horas tudo se tornava mais lento
Até meus longos passos apressados
Iam se retratando.
Só a chuva se atrevia a fazer barulho
E pior: a solidão não largava do meu pé!
E seguindo meu caminho vou, para onde?
Não sei. Mas uma verdade fica
a me sufocar:
Enquanto esse temporal não parar
Feliz jamais serei!
(WM)


Wm não admite ser chamado de poeta, deixa bem claro. “Eu não sou poeta”. Temporal de solidão é um dos seus preciosos poemas. Claro e objetivo relaciona a chuva, em aspectos naturais, a solidão, em aspectos humanos. Gosto das poesias dele. E postá-las é uma maneira de importuná-lo. 

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